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segunda-feira, 27 de junho de 2016

Por que a avaliação de desempenho não avalia o desempenho?

A busca pela competitividade impõe às organizações a necessidade de contar com profissionais e líderes capacitados e qualificados para fazer frente às ameaças e oportunidades de mercado. Nesse contexto, a gestão de desempenho pode ser vista como uma ferramenta que visa oferecer alternativas eficiente de gestão às companhias, se bem utilizada.

Atualmente, para que as competências sejam desenvolvidas e demonstradas é necessário que o resultado seja apresentado e informado. Isto é, o que se entregou. E as organizações esperam de seus profissionais, especialmente de suas lideranças, resultados e entrega mais do que tudo.

Assim, para se chegar ao resultado é imprescindível ter o conhecimento, que servirá de base para que se alcance a prática e se dará se o querer for traduzido em prática. O potencial também deve ser considerado quando o assunto é competência, pois quanto maior o potencial do indivíduo, maior é a probabilidade de desenvolvimento das competências.

O objetivo de se avaliar o desempenho é mensurar o nível de entrega de cada profissional, o quanto as competências exigidas para os cargos que ocupam são exercidas por esses profissionais e, ainda, avaliar a diferença que há entre desempenho real e desempenho esperado.

Algumas falhas no processo de avaliação de desempenho precisam ser conhecidas com o objetivo de serem evitadas para que não haja distorção ao se avaliar determinado profissional:


  • Efeito halo: é a tendência em estender uma avaliação positiva ou negativa de uma pessoa para todos os itens da avaliação, deixando de se efetuar uma análise adequada de cada um dos fatores separadamente. Se o profissional avaliado é bom em algo, automaticamente torna-se bom em tudo e vice-versa.
  • Tendência central: por receio ou insegurança, o avaliador deixa de atribuir notas muito baixas para não prejudicar o avaliado; ou muito altas, para não ter que justificá-las no futuro.
  • Efeito da recenticidade: costuma-se destacar na memória do avaliador apenas os fatos mais recentes. Dificilmente consegue-se lembrar de tudo que ocorreu num período de um ano. Nesse caso, seria importante adotar a prática de realizar anotações frequentes.
  • Erro constante: por vezes, cada avaliador adota o seu próprio padrão de desempenho. Isso faz com que alguns pareçam muito complacentes, enquanto outros seriam rigorosos demais, apesar de haver um processo e uma metodologia adotada pela organização e que deveria ser seguida por todos de forma uniforme.
  • Erro de "primeira impressão": aquela história de que a "primeira impressão" é que fica também pode ocorrer no processo de avaliação. Nesse caso, o avaliador tem que tentar se concentrar no período atual e não em avaliações passadas.
  • Erro de semelhança: o avaliador costuma ser mais favorável àqueles que se parecem consigo mesmo, seja pelas características profissionais ou pelos interesses pessoais.
  • Erro de fadiga: depois de preencher tantas avaliações, fica difícil o avaliador saber distinguir as diferenças entre as pessoas.
  • Incompreensão do significado dos fatores de avaliação: se os fatores de avaliação não estiverem claramente definidos, poderão ocorrer de interpretação e ocasionar distorções nos resultados.

domingo, 10 de julho de 2011

Competência Excelência

Para ser excelente você precisa responder a seguinte questão: “Que tipo de entrega e contribuição posso oferecer que afetará de forma significativa o desempenho e os resultados da empresa em que trabalho?” E, em seguida, deve se perguntar: “E de que tipo de autodesenvolvimento necessito para poder fornecer essa contribuição hoje e no futuro?”

O foco na contribuição quase sempre exigirá que você se distancie de sua própria especialidade, habilidades e área e se concentre no que constitui o desempenho da empresa inteira. Isso, por sua vez, exige que você se volte para o exterior, onde encontrará os resultados da sua empresa.

O nível de exigências que você impõem sobre si mesmo deve ser alto, pois essa é a forma de se desenvolver. Seu crescimento e compromisso com a excelência dependerá das exigências que você faz a si mesmo em termos de resultados. Se você for pouco exigente consigo mesmo, poderá estagnar. Se for bastante exigente, terá muitas chances de alcançar a excelência.

Uma coisa é certa: as oportunidades de amanhã não serão como as de hoje.



Reflita:


- Dedico meu tempo e esforço focando apenas minha própria especialidade? Ou procuro contribuir com o objetivo geral da empresa?

- Estou concentrado nos esforços ou nos resultados da minha função? O meu foco está voltado para o exterior e para o desempenho da empresa como um todo?


A excelência empresarial requer desempenho em três áreas principais: ela precisa de resultados diretos, construção de valores e sua confirmação, e formação e desenvolvimento de pessoas para o futuro. Se for privada de desempenho em qualquer uma dessas áreas, a empresa não conseguirá alcançar a excelência. Portanto, cada líder, ao definir sua contribuição rumo à excelência, precisa incluir as três áreas.

Pessoas comprometidas com a excelência fazem a seguinte pergunta a outras pessoas da empresa, seus superiores, seus subordinados, mas, acima de tudo, a seus colegas de outras áreas da empresa. “Que contribuição você quer de mim para dar a sua contribuição à empresa? Quando você precisa disso, como precisa disso e de que forma?”

Essas perguntas evidenciam a realidade de uma empresa do conhecimento: o trabalho com compromisso é, na realidade, executado em equipe e por meio de equipes formadas pessoas com diferentes conhecimentos e habilidades.



Reflita:


- Como você afeta cada uma dessas três áreas de desempenho através do seu próprio desempenho?

- Quais são os resultados diretos da sua função nessas três áreas? Você tem como medi-los?

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