segunda-feira, 22 de abril de 2019

A Diversidade Humana em Termos de Comportamento

Uma das maiores causas das tensões que ocorre no interior dos grupos e que afeta a autoestima é a forma como nos comunicamos com os outros. Por não entendermos as razões dos demais integrantes serem tão diferentes das nossas, podemos fazer julgamentos precipitados, afetando o relacionamento.


Para que isso seja minimizado, apresentamos o conceito da dominância cerebral, resultado de várias pesquisas conduzidas ao longo de vinte anos por Ned Herrmann, renomado pesquisador no assunto.

Ele desenvolveu um modelo prático tendo por base a classificação dos processos mentais em quatro grandes quadrantes: analítico, controlador, relacional e experimental. Esse modelo é uma metáfora do cérebro e trata-se de uma fusão de preferências de pensamento dos hemisférios esquerdo (habilidades racionais) e direito (habilidades ligadas à emoção)

Vamos analisar as características de cada quadrante.

O componente da equipe que prefere utilizar de forma mais intensa o quadrante analítico analisa, quantifica, é lógico, crítico e realista. Gosta de números, entende de dinheiro, sabe como as coisas funcionam. Prefere trabalhar sozinho, realizar tarefas, aplicar fórmulas, analisar dados, lidar com aspectos mecânicos, lidar com aspectos financeiros, montar as coisas, fazer algo funcionar, resolver problemas difíceis, ser desafiado, fazer análise e diagnóstico, explicar, esclarecer questões, fazer análise de viabilidade, processar logicamente os fatos reais.


O membro da equipe que prefere utilizar mais acentuadamente o quadrante controlador gosta de tomar providências, estabelece procedimentos, faz acontecer, é confiável, arrumado e pontual, planeja, organiza. Gosta de cumprir o cronograma, construir coisas, estar no controle, aprecia um ambiente organizado, prefere soluções tradicionais, gosta de fazer tarefas burocráticas, colocar ordem nas coisas, planejar, estabilizar, dar manutenção. Dá muita atenção aos detalhes, gosta de tarefas estruturadas, dá apoio, administra, gosta de segurança.

O participante do time que utiliza constantemente o quadrante relacional como o preferido, é curioso, brinca, é sensível com os outros, gosta de ensinar, toca muito as pessoas, gosta de apoiar, é expressivo e emocional, fala muito. Gosta de fazer com que as pessoas trabalhem juntas, é bastante voltado para aspectos de comunicação, gosta de resolver questões ligadas às pessoas ao seu redor, expressa idéias, desenvolve relacionamentos. É dedicado a atividades com outras pessoas e acha importante fazer parte de uma equipe, convencer as pessoas, perceber o ambiente, gosta de ajudar os outros e de trabalhar em sociedade. 

Quem, na equipe, possui preferência por utilizar mais intensamente o quadrante experimental sintetiza, adivinha, imagina, especula, corre riscos, é impetuoso, quebra regras, gosta de surpresas. Gosta de arriscar-se, inventar soluções, desenvolver uma visão, ter variedade, fazer projetos, causar mudanças, fazer experiências. Adora vender idéias, desenvolver novidades, ver o quadro geral, ter muito espaço, integrar idéias, lidar com o futuro, enxergar o fim desde o começo, e é muito visual.

Imagine como você é diferente das demais pessoas do seu time!

No dia-a-dia muitos dos conflitos existentes ocorrem devido à falta de entendimento do que uma pessoa realmente quer fazer ou dizer, já que isso depende da sua dominância cerebral. Em nosso processo de comunicação com os outros utilizamos os quadro quadrantes, entretanto, há predomínio de um deles sobre os demais por ser a forma que mais conforto nos traz.

Tendemos a nos relacionar melhor com pessoas cuja dominância seja igual à nossa. Por exemplo, um analítico costuma trabalhar melhor com outro analítico. Mas as pessoas de dominância próxima à nossa também serão razoavelmente bem vista por nós.
Alguém com dominância analítica, por exemplo, terá certa facilidade de interagir com experimentais e controladores, os quadrantes vizinhos.

Pessoas com estilos de pensamento totalmente diferentes muitas vezes têm dificuldade de se entenderem, podendo ocasionar conflitos na interação. Esses conflitos podem surgir devido aos estereótipos que tendemos a colocar nas pessoas com as quais o relacionamento é problemático.

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