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quarta-feira, 16 de novembro de 2022

Qual a relação da liderança com o movimento da grande renúncia?


Estamos atravessando um questionamento coletivo acerca do sentido e significado da vida e a nossa relação com o trabalho; 88% das empresas estão enfrentando turnover superior ao que enfrentavam antes da pandemia. 

Anthony Klotz, psicólogo organizacional da Texas A&M University, cunhou o termo "grande renúncia" que consiste em um movimento voluntário de demissão com início nos EUA em abril de 2021 e com reflexos também no Brasil, segundo dados do CAGED. O termo renúncia refere-se à desistência dos contratos e relações atuais com o trabalho. 

Dados do Gallup mostram que 63% das pessoas tem deixado as empresas por motivos não-financeiros: (1) relacionamento com a liderança, (2) falta de autonomia, (3) cultura organizacional, (4) bem-estar e equilíbrio entre vida e trabalho e (5) possibilidade de trabalhar remotamente. 

No final das contas, o aumento dos pedidos de demissão é uma mensagem clara para as empresas: é preciso mudar o modelo de gestão. 

Para Edgar Schein, autoridade em Psicologia e Desenvolvimento Organizacional pela Universidade de Oxford, quando a liderança muda suas crenças e valores, seus comportamentos mudam. Isso influencia a cultura do grupo, o que por sua vez muda os comportamentos do grupo.

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

A Liderança Horizontal no Contexto Organizacional


O conceito de liderança horizontal é uma quebra da barreira do poder já que todas as pessoas de uma equipe passam a ter voz ativa e são tão responsáveis pelos resultados obtidos quanto o líder. Contudo, a responsabilidade do líder continua sendo maior, não só devido ao cargo ocupado, como também por manter o equilíbrio de tarefas e objetivos no interior da equipe, sempre orientando e estimulando todos. Na verdade, o líder horizontal delega autoridade para que cada membro do time decida como realizar sua atividade a fim de atingir os resultados esperados. O líder não precisa ficar dizendo a todo momento o que precisa ser feito e como deve ser feito. Ele coloca o objetivo a ser alcançado, discute com os integrantes e cada um realiza seu conjunto de atividades, comprometido em obter o que foi combinado.

Um dos pressupostos da liderança horizontal é a flexibilidade. Esta, nos tempos atuais, é um dos fatores mais importantes para qualquer líder. Isso ocorre devido a uma série de razões que vem influenciando o trabalho nas organizações: novas tecnologias, novas formas de execução do trabalho, diversidade, complexidade, várias gerações atuando juntas no ambiente de trabalho. Se o líder não possuir o mínimo de flexibilidade para lidar com assuntos tão diferentes, ficará difícil obter engajamento e comprometimento das pessoas. Colocado dessa forma, a flexibilidade é uma necessidade dos tempos atuais, não apenas para os líderes como também para qualquer profissional. E se o líder conseguir conquistá-la, poderá auxiliar muito na prática da liderança pois terá condições de lidar com os mais variados assuntos. Todavia, a conquista da flexibilidade é individual devido a mudança de postura e de comportamento exigido. Não se obtém resultados diferentes em contextos diferentes utilizando sempre as mesmas ações do passado.

Em relação ao ambiente empresarial, há empresas que modificaram seu estilo de gestão, tornando-o mais flexível e horizontal. Outras ainda, encontram-se no meio do caminho e há as que nem iniciaram o processo. Na verdade, o estilo de gestão de uma organização está refletido na cultura organizacional, que é o modo como se fazem as coisas dentro da companhia. É como se fosse sua "personalidade". Quando se fala em cultura, não se pode afirmar que ela é boa ou ruim em razão de cada uma ter seu jeito. A questão é saber se a cultura tem ajudado a organização a progredir ou não. Se não estiver ajudando, haverá problemas a frente caso nada seja feito. A modificação da cultura requer muita vontade por parte da cúpula da empresa já que afeta a todos e coloca-a de "cabeça para baixo" durante o processo de mudança.
 
 
 
 

 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Seu líder é autônomo ou heterônomo?

É muito importante para qualquer pessoa, principalmente para as lideranças, o autoconhecimento pois é por meio dele que se eleva a percepção madura do mundo.

Mas o que é autonomia e heteronomia?

Autônomo (auto = próprio, nomos = norma, lei) é aquele que escreve suas próprias normas de conduta ou que acata as normas gerais, não por medo ou castigo, mas por aceitá-las como suas e como verdadeiras. O heterônomo apenas obedece às normas estabelecidas por outras pessoas.

É claro que o que se espera do indivíduo adulto e das lideranças é que sejam autônomos, responsáveis e capazes de controlarem suas próprias ações, fazendo as coisas certas nos momentos adequados. Uma coisa de cada vez, é claro, mas com noção precisa da prioridade, da responsabilidade e do tempo. Para isso, é preciso ter disciplina.

Ter disciplina pessoal é decidir o que deve ser feito e fazer. E isso não pode depender da vontade daquele momento. Tem que depender da decisão que foi tomada. A vontade é emocional e a decisão é racional. E o líder, nesse momento, tem que ser racional, pois ele é quem deve ter o discernimento sobre o que é bom e o que não é bom. O emocional só sabe diferenciar o agradável do desagradável, o que não serve como critério de decisão.

Devemos considerar que na vida interagem fenômenos complementares: o sentimento, o pensamento e atitude. Os três são inseparáveis, no entanto, pode variar a ordem em que se apresentam, emergindo três possibilidades:

1. Sentimento - Pensamento - Atitude
2. Pensamento - Sentimento - Atitude
3. Pensamento - Atitude - Sentimento

No primeiro caso, fica-se esperando a vontade chegar. Quando ela chega se pensa o que é que tem que ser feito para atendê-la, então se faz. Assim vivem as pessoas que não realizam muito na vida. Não fazem o que tem que fazer e depois dizem que não fizeram porque não estavam com vontade. Dá para fazer apenas o que se tem vontade o tempo todo? Não dá.

No segundo caso, coloca-se o pensamento na frente e, se ele for consistente e tiver qualidade, será capaz de gerar sentimento. Esse sentimento chama-se motivação que é o grande motor propulsor do trabalho e da realização. Por isso temos que ter qualidade de pensamento. Se alguém fica pensando em como determinado trabalho é chato, o sentimento com relação a ele será sempre negativo. E a pessoa vai se recusar, inconscientemente, a realizá-lo. Ao contrário, se a pessoa se concentrar no lado favorável, gerará um sentimento positivo, que será colocado em prática.

A terceira opção é também poderosa. Pense no que é bom para você e faça. Não fique esperando a vontade chegar, porque talvez ela não chegue nunca. É bom para você fazer ginástica? Claro que sim. Então por que não faz? Porque está sem vontade e fica arranjando desculpas.

O atingimento pleno do exercício da liderança só poderá se tornar completa se todos estes itens estiverem em harmonia.

 

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