O êxito da atuação de um líder terá maiores chances de ser obtido quando este começar a se preocupar mais efetivamente com as pessoas e menos com seu próprio ego. Se preocupar efetivamente com as pessoas diz respeito a conhecer mais profundamente os componentes da sua equipe, habilidades, comportamentos e formas de raciocínio. Quanto mais informações o gestor tiver maiores serão as condições de aproveitar o talento dos indivíduos. Ao mesmo tempo em que se deve preocupar com os "de baixo", é necessário também que possa trabalhar na "agenda do seu superior". Isso significa liberar tempo do seu chefe para focar mais em planejamento. E quanto aos pares, a política da boa vizinhança e do profissionalismo é um ingrediente importante do aperfeiçoamento da cultura de apoio e de ajuda mútua na organização como um todo. Todavia, política da boa vizinhança não significa ser "vaquinha de presépio" no qual tudo é aceito e se respira um ar de falsa harmonia.
Quando mencionei a palavra ego, quis dizer do líder que hoje em dia, ainda se considera o absoluto "dono da verdade". Esse comportamento está relacionado ao fracasso e quem ainda continua executando-o está fadado a fechar as portas e não mais abri-las. Como vivemos numa era de alta diversidade, ser o dono da verdade absoluta significa estar fechado a novas ideias e a novas formas de se fazerem as coisas. Esse negócio de dizer que algo não deve ser mudado porque sempre foi feito desse ou daquele jeito não combina mais numa época de contínua eferverscência de ideias. Não sou contra o tradicional, desde que esse ainda seja a melhor forma de se executar determinada atividade até que outra maneira mais ágil, de menor custo ou que ofereça maiores resultados a suplante. Se assim não fosse, ainda estaríamos digitando na máquina de escrever e não num smartphone.
Um ponto que ainda é muito explorado conceitualmente e pouco praticado é a preocupação do líder em desenvolver profissionalmente cada integrante da equipe. Desenvolvimento profissional, nesse caso, refere-se aos aspectos técnicos e comportamentais. Vejo muito líder não oferecendo qualquer feedback às pessoas da equipe e menos ainda desenvolvendo seu pessoal porque estão preocupados apenas com o resultado numérico ao final da linha como se esse fosse o único indicador de que as coisas vão bem.
Existe um velho ditado popular que afirma: "duas cabeças pensam melhor do que uma". Essa máxima também deveria valer para a relação líder-liderado. Entretanto, não é bem essa a realidade. Afirmo isso porque, para mim, uma das preocupações mais importantes de um líder frente ao seu time é o gerenciamento das emoções. Administrar emoções significa saber lidar com a personalidade de cada colaborador visando obter o máximo do potencial e engajamento de cada um. Porém, para que isso possa ocorrer, é imperioso que o líder se conheça mais profundamente pois sem isso, como poderá gerenciar uma equipe composta de profissionais possuidores de estilos diversos de pensamento? Como lidará com a diversidade de personalidades?
Um fator que volto a mencionar pois pode fazer adoecer a relação líder-liderado é a falta de transparência, nesse caso traduzida em feedback. A ausência de feedback faz adoecer a relação porque gera incômodo e angústia já que se uma pessoa não sabe como está se saindo no trabalho, ela ficará em dúvida, mesmo achando que está fazendo a coisa certa.
Conheço casos de profissionais que nunca tiveram sequer um feedback de seu líder, trabalharam por muito tempo nas empresas simplesmente um dia foram demitidos por estarem fazendo a atividade de forma errada. Contudo, anos se passaram sem que os líderes os corrigisse.
Outro fator que vem ocorrendo com relativa frequência é o medo que alguns líderes demonstram em perderem o lugar para os liderados, alguns de gerações mais jovens diga-se de passagem, tolhendo-os. Há gestores que pararam de se desenvolver e, para continuarem no cargo, utilizam de subterfúgios como punição, transmissão de tarefas absurdas, transferência e quando não muito demissão sem qualquer motivo que dê suporte a essa decisão. Se a organização não possuir um mecanismo que impeça essas injustiças ou que as detecte antes que o erro forçado seja cometido, perderá muitos talentos. E formar talentos sai caro.
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segunda-feira, 18 de julho de 2016
Há uma forma certa do líder atuar?
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terça-feira, 12 de abril de 2016
Qual é a função primordial do líder?
A função primeira da liderança é planejar a sua área, pensar para o futuro.
A questão é que atualmente muitos líderes estão preocupados apenas em "pôr a mão na massa", atuando como executores e concorrendo com o trabalho que deveria ser realizado pelos membros da equipe.
Se isso ocorre frequentemente com você, com seu chefe ou com algum líder que você conhece, alguma coisa está errada. Não que seja proibido nem é demérito algum ocasionalmente o líder efetuar trabalho operacional. O que é errado é sempre fazer o trabalho operacional, sempre fazer o trabalho que caberia a algum liderado.
A pergunta que não quer calar é que se um líder está sempre colocando a mão na massa, quem está liderando? Quem está planejando o futuro da área? E quando digo planejar a área, quero dizer: desenvolver a equipe, averiguar o clima da área, verificar a produtividade, os prazos de entrega, a qualidade, as novas formas de gerar resultados e por aí vai.
Como não existe ausência ou vazio de liderança, se o trabalho de planejamento não está sendo executado a quem de direito, no caso o líder de determinada área, alguém deve estar efetuando esse trabalho, mesmo que informalmente. Pode ser o chefe do líder. Só que o chefe desse líder também incorreria em erro pois estaria realizando um trabalho que é designado a seu subordinado. E se isso se sucede na hierarquia empresarial, significa que os níveis estão atuando um degrau abaixo do que deveriam atuar e isso certamente pode trazer colapso à organização num futuro próximo.
Quando argumento sobre a importância de planejar a área, logo vem à mente para alguns líderes a figura de alguém que está sentado numa cadeira preenchendo papeis e formulários. Isso na verdade é um modelo mental criado na mente dessas pessoas pois a função de planejar, além de envolver o preenchimento de formulários é também uma função de percepção, observando como os membros da equipe atuam em conjunto e, a partir daí, o líder pode desencadear uma série de ações que alavanquem o potencial das pessoas. Contudo, para que isso ocorra, é necessário tirar a viseira e começar a circular mais por entre as pessoas. Isso também é planejamento!!!
A questão é que atualmente muitos líderes estão preocupados apenas em "pôr a mão na massa", atuando como executores e concorrendo com o trabalho que deveria ser realizado pelos membros da equipe.
Se isso ocorre frequentemente com você, com seu chefe ou com algum líder que você conhece, alguma coisa está errada. Não que seja proibido nem é demérito algum ocasionalmente o líder efetuar trabalho operacional. O que é errado é sempre fazer o trabalho operacional, sempre fazer o trabalho que caberia a algum liderado.
A pergunta que não quer calar é que se um líder está sempre colocando a mão na massa, quem está liderando? Quem está planejando o futuro da área? E quando digo planejar a área, quero dizer: desenvolver a equipe, averiguar o clima da área, verificar a produtividade, os prazos de entrega, a qualidade, as novas formas de gerar resultados e por aí vai.
Como não existe ausência ou vazio de liderança, se o trabalho de planejamento não está sendo executado a quem de direito, no caso o líder de determinada área, alguém deve estar efetuando esse trabalho, mesmo que informalmente. Pode ser o chefe do líder. Só que o chefe desse líder também incorreria em erro pois estaria realizando um trabalho que é designado a seu subordinado. E se isso se sucede na hierarquia empresarial, significa que os níveis estão atuando um degrau abaixo do que deveriam atuar e isso certamente pode trazer colapso à organização num futuro próximo.
Quando argumento sobre a importância de planejar a área, logo vem à mente para alguns líderes a figura de alguém que está sentado numa cadeira preenchendo papeis e formulários. Isso na verdade é um modelo mental criado na mente dessas pessoas pois a função de planejar, além de envolver o preenchimento de formulários é também uma função de percepção, observando como os membros da equipe atuam em conjunto e, a partir daí, o líder pode desencadear uma série de ações que alavanquem o potencial das pessoas. Contudo, para que isso ocorra, é necessário tirar a viseira e começar a circular mais por entre as pessoas. Isso também é planejamento!!!
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